Enquanto houver sol, ainda haverá…

Sugestão de música para ler enquanto estiver lendo esse texto: Enquanto houver sol- Titãs.

Algumas vezes a melhor coisa que podemos fazer é deixar ir embora. Ainda que doa, abrir a porta, olhar a porta do elevador se fechar, escutar atrás da porta da sala o barulho do portão fechando, os passos ficando distantes na escada.Fechar todas as portas. Só precisamos aprender a deixar ir embora com a mesma naturalidade que vem: digo sobre coisas, pessoas, oportunidades (e também a falta delas). É necessário aprendermos a valorizar o prazer súbito das pequenas doses de felicidade tanto quanto valorizamos a quantidade exagerada que projetamos e exaltamos delas. Em todos os aspectos da vida. Nos doutrinam a querer muito de tudo o que vivemos e de todos ao nosso redor, quando na verdade o que realmente precisamos é, na maioria das vezes, incontável além dos flashes e sussurros particulares (nas nossas próprias mentes).

Varias outras vezes o futuro não se tornará parte do presente tão imediatamente como você imaginava, sabia? Mas fica em paz, adivinha só quem deixou de viver o agora planejando uns dias lá na frente? Nós mesmos…

Vai ser necessário que você tenha a incrível capacidade de viver o amor, de deixa-lo morrer, e o mais importante: fazer com que ele ressuscite outra vez quando necessário, sem qualquer marca de quem ou daquilo que fez parte de uma forma negativa da sua história. Nada além das lições aprendidas. Nada além da parte boa que você herdou de tudo o que te fez ir do inferno ao paraíso. Sem ressentimentos. Sem tirar casquinhas de feridas já cicatrizadas.

Acontecerá ainda inúmeras vezes isso de você achar que as pessoas aparecem quando você menos precisa mas vão embora quando parece que o que finalmente queriam se torna real: você finalmente sentirá que precisa delas de algum modo, logo quando você percebe que elas não poderão mais permanecer.

Talvez tenha sido vontade própria, mas também pode ser mais fácil culpar o universo, ou uma terceira, quarta, quinta ou milésima pessoa, talvez você culpe seus pais, sua condição financeira, seu corpo, suas duvidas, suas certezas. O mais importante é que ao encerrar qualquer ciclo, você se perdoe, aceite as coisas bonitas e boas que aquilo te proporcionou e delete de modo definitivo o que te fez morrer em alguns momentos.

E que apesar de tudo que você sinta sempre o quanto é importante ter a quem amar, que seja amar infinitamente a você mesma, ou a qualquer outra pessoa. Que essa necessidade seja para ti tão necessária quanto respirar.

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