Adaptação Escolar – sofrimento pra ambos

Como vocês sabem… tenho um filho de 1 ano de idade.

 

Essa semana consegui um trabalho (aleluia!) e tive que levá-lo para a escolinha.

Eu fui por indicação de algumas conhecidas, negociei valores, acertei horários…

 

Eis que a escola onde vou trabalhar entra em contato no fim da tarde, pra iniciar no dia seguinte… sem muito tempo para planejamento familiar. Mandei mensagem para a diretora e ela super entendeu, levaríamos o pequeno para a creche na manhã seguinte.

Eu e meu marido corremos no meio da noite pra arrumar mochila, sem saber o que levar, fomos um pouco exagerados. Excesso de cuidado que chama né?!

Amanheceu.

Colocamos roupas lindas, trocamos fralda, perfumamos o pequeno… Parecia que iriamos para uma festa.
Mochila nas costas, bebê no colo e fomos. A escola fica uns 3 ou 4 quarteirões da minha casa. Senti meu coração saindo pela boca de ansiedade e a escola parecia estar a 3 ou 4 km.

Chegamos na porta, entramos e deixamos o pequeno na piscina de bolinhas. Ele estranhou um pouco e logo estava brincando. Saimos sem dar tchau.

Assim que a porta fechou nas minhas costas, fui para o ponto de ônibus me sentindo uma péssima mãe. Entrei no ônibus com a sensação de alívio. Ele não tinha chorado né?! Engano meu…

Eu estava mesmo aliviada! Meu filhote estava num ambiente propício para o desenvolvimento dele, com pessoas pagas para cuidar bem dele, brincando com outras crianças enquanto eu poderia ser eu mesma!

Céus, que pensamento egoísta!!!! Mas é a realidade. Eu poderia dar aulas, me olhar no espelho, me preocupar comigo um pouquinho, passar uma maquiagem, um perfume, conversar com adultos… Coisas que mães não fazem sabe…

Até que chegou o momento de buscá-lo, 4 horas depois.

Peso na consciência. Dor no coração. Ele chorou o dia inteiro, Quase não dormiu (mas comeu bem! Esse é o meu moleque!).

Chegamos em casa, muito tetê envolvido e a demora de 1 hora pra me soltar. Eu mal podia me mexer que ele achava que eu ia sumir. Eu chorei tanto escondida no banheiro depois que consegui fazer ele dormir.

Ele me agarrava forte, esfregava o rosto na binha barriga, nos meus braços, se enfiava no meu pescoço. Um amor tão dolorido.

 

É muito difícil aprender a sentir saudade.

Não podemos julgar o bebê manhoso. A vida dele inteira eu estive ali. Enquanto ele respirou, até aquele momento, eu estive pertinho. Se me afastei dele nesse 1 ano e um mês de vida, foram algumas poucas horas em que deixei ele dormindo com a minha mãe.

E agora eu me afasto por um dia inteiro. Não tem mais o tetê a livre demanda. Não tem mais colinho quente da mamãe depois do almoço. Não tem cheirinho da mamãe deitada do lado pra dormir a tarde. A mamãe simplesmente sumiu, não tem papai nem vovó. Não conhece ninguém ali naquele espaço. Imagina que sofrimento!

Estou chorando pra escrever isso.

Faz uns 6 dias que ele está na escolinha. Minha mãe tirou ele mais cedo nos primeiros dias, ela não aguentou a dor! E eu, do outro lado da cidade, cuidando dos filhos de outras pessoas.

 

A questão é:

1 – Não sofra na frente do seu filho! Ele sente também.

2 – encha de beijos quando pegar na escolinha. Faça festa! Ele vai se sentir feliz ao voltar pra casa.

3 – Adaptação escolar é sofrida, mas necessária!

4 – Se puder, pede pro papai levar pra escola. Deixa o colo de mamãe ser no lar.

5 – Chore a vontade depois de deixar na creche, mas depois se recomponha. A separação uma hora precisa acontecer e, quanto mais tarde, mais dolorida é.

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